Karl Mponda é o fundador do partido armado, Movimento de Unidade Nacional (MUN), fundado em 2008. O MUN é a metamorfose do Partido Independente, fundado em 1997, com sede na Maianga, mas foi extinto pelo Tribunal Constitucional angolano.

Por actos persecutórios das autoridades angolanas contra os partidários da organização, o líder partiu para os EUA, onde criou este movimento armado. De acordo com as suas palavras expressas em entrevista, fará uma guerra de assalto e evasão, completamente diferente da UNITA, que cometeu inúmeros e incompreensíveis erros, entre os quais celebrar acordos com o regime e render-se.
Não tomaremos nenhuma cidade. Não criaremos bandas de música, menos ainda uma nova Jamba. Nós faremos uma guerra diferente para mudar Angola.

Talvez se tenha transformado em clichê, evocar a história como chave de compreensão da realidade presente de Angola. Mponda faz um recorte histórico para demonstrar porquê Angola está no estado actual. A sua análise começa desde 1975. “Não podemos esquecer a história para podermos evitar os mesmos erros”, disse Mponda. Prosseguiu dizendo que “o MPLA obriga-nos sempre a esquecer a história.”

Nada poderá ser feito em Angola, se não com uma organização política externa. Livre de qualquer influência e controle do MPLA, por isso, criamos este partido armado que está legalizado aqui em Washington. O MPLA controla e compra a oposição interna. Controla tudo. Continuou dizendo que “as FAA é deles, a polícia é deles. Só um partido armado pode enfrentar o MPLA”

Para destronar o MPLA, estamos a mobilizar parceiros em África, na Europa e em Angola. Como exemplo, “nós estamos a recrutar. Temos militantes nas FAA e na polícia”, informou o líder do MUN.

Mponda esclarece que a decisão de criar uma organização armada deve-se a três factores: O regime não mudará as suas práticas, a oposição parlamentar não tem capacidade para provocar qualquer mudança, não existe ditadura que cai com o voto.

Questionado com vista a esclarecer se acredita somente no uso da força para mudar Angola, respondeu: “ABSOLUTAMENTE! Mudar de forma pacífica nunca. O que sucedeu no mundo árabe, não acontecerá em Angola. A nossa educação é diferente. Se você convidar os angolanos para manter-se no 1º de Maio, depois de duas horas, muitos dirão tenho fome; outros: vou trabalhar…” O que aconteceu no Egipto é uma utopia e ilusão para a África Subsariana. Para Angola só guerra.

Perguntado sobre o plano pós-queda da ditadura e de José Eduardo, reagiu dizendo: “Não se preocupe com isso.” Porquê as pessoas ainda questionam isso? Questionou. “O que o MPLA não fez em 40 anos, não fará mais. Mesmo que lhe seja dado mais 10 anos”, prosseguiu.

Sobre a visão política do Movimento de União Nacional, Mponda diz que assenta nos seguintes pilares: Democracia real de tipo federal, alternância de poder, política deocrática, o homem como centro da política.

A questão de cabinda deverá se ultrapassada por meio do diálogo.

Em relação a economia esqueceremos parcialmente o petróleo e veremos outros sectores, como agricultura, industria, etc.

Angola deve ser multicultural. País para todas etnias e raças.

Frases a ter em conta

“Perdemos a oportunidades de fazer Angola, um país melhor”
“O governo de transição entre os três partidos não precisava apressar a realização de eleições”-
“Tem de haver um partido armado. Tem de haver exército para vencer o MPLA.”
“O escrutínio não vai mudar nada”
“Dos Santos completa anos, mas a oposição vai lá e bebem com Dos Santos. Como assim?!”
“Para o africano, todo mal que acontece a culpa é do Europeu ou do outro. Nunca dele mesmo. Não podemos continuar assim.”
“Para a teocracia que o MUN propõe é que ninguém mais poderá ficar no poder 27 ou mais anos.”
“A guerra da UNITA falhou. Todo mundo sabe porquê falhou…”
“Com a morte de Savimbi e o fim da guerra, o único que ganhou foi o MPLA.”
“Não há como avançar sem as armas.”
“Não existe povo que aceitou guerras, mas as guerras existiram e foram feitas
“A UNITA lutou pelos americanos e o MPLA lutou pelos russos, não para o bem dos angolanos.”

Acompanhe a seguir a entrevista completa concedida à Rádio Angola: http://www.blogtalkradio.com/radioangola/2016/10/12/vamos-fazer-a-guerra-a-guerra-a-nica-via-para-derrubar-o-mpla-karl-mponda

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